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CRÍTICA: A Bela Adormecida, Teatro Mercury, Colchester ✭✭✭✭✭
Publicado em
27 de dezembro de 2023
Por
pauldavies
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Paul T Davies analisa Sleeping Beauty, a pantomima deste ano no Mercury Theatre, em Colchester.
Antony Stuart Hicks e Dale Superville. Foto: Pamela Raith Sleeping Beauty
Mercury Theatre, Colchester.
2 de dezembro de 2023
5 Estrelas
Tão tradicional como aqueles presentes que recebe com um sorriso educado e volta a oferecer assim que pode, a pantomima do Mercury Theatre dá um arranque brilhante à época festiva! Com vendas recorde este ano, Sleeping Beauty ganha um toque contemporâneo, mas sem perder nada do coração da história e, felizmente, volta a ser conduzida pela lendária dupla Antony Stuart Hicks e Dale Superville. Desde o momento em que entram em cena, recebidos com aplausos e vivas, o público percebe que vem aí um espectáculo cheio de diversão!
Foto: Pamela Raith
A maioria de nós agradece não ser vítima da Dame Maris Piper de Antony Stuart Hicks, mas o registo está inteligentemente afinado e a melhor Dame do ramo acerta em cheio — de forma espectacular! Um dia, ela ainda vai casar com o homem que está na plateia! Superville é adorável e impecavelmente traquinas como o seu filho, Spud Piper; qualquer criança ou adulto cria ligação com ele de imediato. Ainda assim, não tomam conta do espectáculo — isto é um excelente trabalho de conjunto. A irreverente Fairy Fizz, Sasha Latoya, é um encanto e tem uma voz soberba, tal como Philip Catchpole no papel do Príncipe Istuna. Aliás, o canto é um dos pontos mais fortes desta produção; juntando Jaimie Pruden como uma Carabosse fantástica e Alexandra Barredo a lançar a voz sem medo nos seus números como Luna, vocalmente esta é uma das pantomimas mais fortes que o Mercury já apresentou — parabéns ao Director Musical Paul Herbert. Por alguma razão, a família Piper também tem um pinguim de estimação (um pinguim mutante, como lhe chama a Dame Maris), e Matthew Forbes rouba cenas de forma deliciosa!
Alexandra Barredo e Philip Catchpole. Foto: Pamela Raith
Estão lá todos os ingredientes clássicos de uma boa panto, e o encenador Ryan McBryde não tem qualquer receio de os usar: é isso que queremos — e é isso que temos, a rodos! Se quiser ser mesmo picuinhas, algumas das cenas mais “de efeito” não parecem tão espectaculares como em anos anteriores, mas a equipa criativa enche o palco de cor e alegria, e o ritmo é, sem dúvida, veloz! O departamento de figurinos e guarda-roupa faz o excelente trabalho de sempre, e esta produção ficará para sempre na memória das crianças mais novas na plateia. Nem precisa do meu incentivo para ir ver: reserve já, antes que esgote por completo!
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