Desde 1999

Notícias e Críticas Confiáveis

26

anos

o melhor do teatro britânico

Bilhetes oficiais

Escolha seus assentos

Desde 1999

Notícias e Críticas Confiáveis

26

anos

o melhor do teatro britânico

Bilhetes oficiais

Escolha seus assentos

  • Desde 1999

    Notícias e Críticas Confiáveis

  • 26

    anos

    o melhor do teatro britânico

  • Bilhetes oficiais

  • Escolha seus assentos

NOTÍCIAS

CRÍTICA: Vivarium, Bedlam Theatre, Edinburgh Fringe ✭✭✭✭

Publicado em

Por

markludmon

Share

Mark Ludmon analisa a nova peça de Don McCamphill, Vivarium, protagonizada por John Travers, no Bedlam Theatre, no Edinburgh Fringe

Vivarium Bedlam Theatre, Edinburgh Fringe

Quatro estrelas

Reserve já

Don McCamphill coloca sob a lupa a vida num bairro de habitação social na Irlanda do Norte, no seu envolvente novo drama Vivarium. O foco está em Euan, um rapaz de 13 anos inteligente mas solitário, criado pela mãe e pelo avô enquanto o pai cumpre pena de prisão. Ele parece cheio de potencial quando nos conta as suas aventuras na escola, incluindo um projeto de Ciências da Vida para cultivar flores, mas a história toma um rumo sombrio quando ele se liga, no Facebook, a um homem que acaba por ser o seu pai, Paul — recém-libertado e a tentar recomeçar a vida.

À medida que os dois, em segredo, voltam a conhecer-se após oito anos, vemos a história de ambas as perspetivas, com um único jovem ator, John Travers, a interpretar de forma impressionante os dois papéis, alternando entre monólogos. Como Euan, é um turbilhão de energia inquieta, esperançoso e ingénuo; mas, numa transformação quase mágica, Travers torna-se o mais velho e endurecido Paul, bem-intencionado mas tomado por uma raiva indignada e, no fim, perplexo perante o rapaz problemático de quem é responsável.

Ao encenar a sua própria peça, McCamphill retrata vidas desperdiçadas por um ciclo de violência, num mundo onde parece que “toda a gente é gangster”. A interpretação de Travers como Euan é particularmente dilacerante no seu desejo desesperado de ter um pai “para fazer as coisas do pai” com ele. Tal como a variedade mista de bolbos que as crianças plantam no seu projeto de vivário, nunca podemos saber como alguém vai acabar até estar plenamente crescido; mas, no ambiente que McCamphill descreve, as condições para uma criança florescer são, sem dúvida, difíceis. O tom sombrio da peça é pontuado por humor, mas trata-se de uma experiência intensa — que vale a pena ver pela poderosa interpretação de Travers.

Em cena até 27 de agosto de 2018

RESERVE JÁ PARA VIVARIUM

Partilhe este artigo:

Partilhe este artigo:

Receba o melhor do teatro britânico diretamente na sua caixa de entrada

Seja o primeiro a garantir os melhores ingressos, ofertas exclusivas e as últimas notícias do West End.

Você pode cancelar a inscrição a qualquer momento. Política de privacidade

SIGA-NOS